“Nobody
said it was easy, no one ever said it would be this hard”. Eu acho que
essa é a melhor frase pra descrever o “processo” de despedida.
Minha ficha demorou a cair. Tem muito tempo que eu estou planejando
esse intercâmbio, mas ele sempre me pareceu uma coisa muito distante... Eu
sabia que uma hora ia acontecer, mas acho que nunca parei pra pensar que uma
hora eu realmente entraria num avião pra ficar longe de tudo que eu gosto e
conheço por 6 meses.
Eu comecei a perceber que a viagem estava chegando quando
faltavam duas semanas, mais ou menos... A cada dia que passava, eu ia tendo um
pouquinho mais de consciência do que estava pra acontecer.
Mas eu realmente só percebi de fato o que eu estava fazendo, um dia antes da viagem, quando
despedi das minhas amigas. Até então eu não tinha chorado, mas aí não deu pra
segurar. E eu nem tentei, pra falar a verdade.
Nesse dia, voltei pra casa – chorando, e parece que as
lágrimas cessaram. Só que mais tarde, quando minha prima despediu de mim,
começou tudo de novo, e dessa vez não parou. Foi até eu dormir.
Nem preciso dizer que tive uma péssima noite de sono, né?
Acordava toda hora, e, além disso, acordei cedo. Mas tudo bem, porque quando eu
levantei eu pensei que estaria melhor (com melhor, leia-se: parado de chorar
por tudo). Mas aí eu fui ler um recadinho que meus pais deixaram pra mim e
adivinhem?? Não sei como não sofri uma desidratação, viu.
Um pouco depois eu até esqueci de chorar porque estava muito
focada nos detalhes, documentos, malas, bagagens de mão... Só que mais ou menos
uma hora antes de sair de casa, voltei a derrubar minhas lágrimas.
Esse post está ficando chato, né? Ok, todo mundo já entendeu que eu chorei
muito... Mas acho que é importante falar disso pra dar ênfase no quão difícil é
a despedida, como eu disse lá em cima.
Enfim, despedi da Suzete (chorando), da Isaura (chorando
mais ainda) e fui pro carro. Adivinhem o que eu fiz até o aeroporto? Pois é,
chorei.
Enfim, meu emocional ficou mais tranquilo no aeroporto, até
que deu a hora de eu despedir dos meus pais e meu irmão. Até pensei que ia
chorar mais do que eu chorei, na verdade, mas foi tão rápido... (Na foto acima eu ainda não tinha chorado haha)
Como disse – ou cantou, sei lá – o Chris Martin em The Scientist, na primeira
frase que está nesse texto, eu sabia que não ia ser fácil, mas precisava ser
tão difícil? Que coisa mais sofrida! É muito, muito, muito complicado dar tchau
a tudo que faz parte meu dia a dia – até coisas simples, que eu nem valorizo
tanto.
Sofro só de imaginar o tanto que vai ser difícil ficar longe
da minha mãe, do meu pai, do meu irmão, dos meus tios, dos meus primos, da
minha avó, dos meus amigos, dos meus professores, dos meus colegas, da minha
cachorra, da minha casa, do meu quarto, da minha cama, do meu computador, da
casa da minha avó, do meu colégio, do ballet, da minha cidade... Enfim, de
tudo!
Mas eu tenho certeza que tomei a decisão certa quando
resolvi fazer intercâmbio. Melhor ficar triste por causa de saudade – que vai
passar – do que por arrependimento (que seria o caso se eu não tivesse
viajando), não é? Então, o que me resta é aproveitar muito! A viagem está apenas começando :D
Um grande beijo,
Lorena
P.S.: Mais tarde eu posto sobre os primeiros dias
P.S.2: Vou tentar arrumar um layout melhorzinho depois!
Um grande beijo,
Lorena
P.S.: Mais tarde eu posto sobre os primeiros dias
P.S.2: Vou tentar arrumar um layout melhorzinho depois!
Já to morrendo de saudades!! Te amo muito marmotinha!
ResponderExcluirto adorando os poosts meu sonho tbm e conhecer Pariz :* bjuus loo curte mto ai por mim
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